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Mulheres com filhos são menos propensas a desenvolver câncer de mama

Embora os estudos não sejam totalmente conclusivos sobre o papel da gravidez no câncer de mama, ter filhos após determinada idade é considerado um fator de risco para o desenvolvimento da doença. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos constitui um fator de risco inclusive maior que o próprio histórico familiar.

Dieta rica em fibras ajuda a prevenir doença cardiovascular

Comer bem, além de fazer parte de uma vida mais saudável, também é pré-requisito para a prevenção de inúmeras doenças, em especial as cardiovasculares. A comprovação foi feita por um estudo da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, em que pesquisadores avaliaram os benefícios do consumo diário de alimentos ricos em fibras – parte comestível de plantas que resiste à digestão – em relação à prevenção de doenças cardíacas.

O estudo, apresentado em março na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, nas Sessões Científicas de 2011 da Associação Americana de Nutrição, Atividade Física e Metabolismo, Epidemiologia e Prevenção de Doenças Cardiovasculares, analisou cerca de 11 mil pessoas, relacionando seu perfil dietético, pressão sanguínea, colesterol, vício em tabaco, histórico alimentar e a partir daí prevendo os riscos de se desenvolver doenças cardiovasculares.

Fibras e faixa etária

Conforme analise do estudo, as pessoas na faixa etária de 20 a 59 anos que têm um consumo mais alto de fibras comparado àquelas com um consumo mais baixo, mostraram um risco estatisticamente menor de sofrerem doenças cardiovasculares. No entanto, a diminuição desses riscos varia com a idade. A pesquisa também demonstrou que a ingestão de fibras em adultos de 60 a 79 anos não estava tão altamente relacionada aos riscos de doenças cardiovasculares.

Benefício múltiplo

Uma dieta rica em fibras, de acordo com os padrões da Associação Cardíaca Americana, recomenda o consumo de 25 g de fibras por dia. Para o cardiologista da Universidade de Northwestern, Donald M. Lloyd-Jones, o ideal é que essas fibras sejam provenientes de alimentos integrais e não de produtos processados, como barras de cereais, shakes ou outros produtos industrializados.“Um alimento industrializado pode até ter alta quantidade de fibras, mas em geral tem grande quantidade de sódio e geralmente é mais calórico que uma maçã, por exemplo, que possui a mesma quantidade de fibras”, afirma Lloyd-Jones.

Além do benefício em relação à prevenção das doenças cardiovasculares, as fibras também são conhecidas por ajudar a perder peso, reduzir o colesterol e beneficiar pacientes com problemas de hipertensão.

Saiba mais sobre a radioterapia

Entre os tratamentos mais comuns para se combater o câncer está a radioterapia. Especialidade médica que envolve o uso de radiações ionizantes para atingir células específicas, a radioterapia é aplicada para tratar especialmente tumores malignos, podendo, em alguns casos, ser usada para o tratamento de doenças benignas como quelóides e pterígios.

O tratamento pode ser usado em todos os tipos de câncer, sem distinção, porém com diferentes finalidades: curativa ou paliativa, para aliviar os sintomas da doença, conforme explica o médico Carlos Manoel Mendonça de Araújo, chefe do Serviço de Radioterapia do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Pode ser usada, também, de maneira isolada ou em conjunto com a quimioterapia.

Como funciona

Os raios de alta energia usados no tratamento radioterápico combatem o câncer de duas maneiras: “A primeira é atingindo as células doentes e provocando um dano letal com  o consequente desaparecimento do tumor. A segunda é impedindo o crescimento do tumor e, portanto, controlando o avanço da doença”, explica o médico.

Os raios atingem todas as células da região, saudáveis ou não. A diferença é que as células saudáveis se recuperam facilmente, enquanto as células doentes são destruídas ou lesadas, afetando assim a sua capacidade de se reproduzir. “A aplicação do tratamento é simples indolor e rápida, normalmente demora de um a três minutos. O paciente fica durante esse tempo de aplicação em uma sala, monitorado por câmeras de vídeo e imediatamente quando termina o tratamento ele pode retornar a suas atividades normais, ir as compras, ao trabalho ou seja o que for. Não há necessidade de isolamento para a maioria dos tratamentos com radiação nem restrição de contato com adultos ou crianças”, comenta o chefe do serviço de radiologia do Inca.

Efeitos colaterais

Como todo tratamento médico, a radioterapia também está sujeita a causar alguns efeitos colaterais, que variam conforme o local que está sendo tratado – diferentemente da quimioterapia, por exemplo. “Quando tratamos o intestino, por exemplo, o paciente pode ter diarréia. Se o local tratado é a cabeça, o cabelo pode cair. Se o tratamento é na boca pode-se esperar redução temporária do paladar ou redução da salivação”, exemplifica Araújo.

Panorama brasileiro

O tratamento radioterápico é oferecido pela maioria das empresas de seguro privado e também pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém nem todos hospitais estão cobertos com equipamentos de radioterapia oferecidos pelo governo. “O custo de instalação de um serviço de radioterapia é muito alto porque não existem equipamentos nacionais. Desta forma, um tratamento feito sem o suporte do SUS ou de uma empresa de convênio é caro para a maioria das pessoas. Este ano são esperados no Brasil perto de 500 mil novos casos de câncer e perto de 300 mil dessas pessoas vão precisar de radioterapia. O número de serviços existentes, apesar dos esforços do governo, ainda não é suficiente para atender a toda a população que precisa desse tratamento”, afirma Carlos Manoel Mendonça de Araújo.

Excesso de preocupação afeta tratamento de câncer de mama

Uma das mais poderosas armas contra o câncer, em especial o câncer de mama, é a sua detecção precoce. Porém, um novo estudo da Universidade do Michigan, nos EUA, publicado em abril de 2011, alerta para um fator presente entre as mulheres que são diagnosticadas com câncer na sua fase inicial e que pode prejudicar o seu tratamento: o excesso de preocupação.

Os pesquisadores levantaram que algumas mulheres, em especial as que têm dificuldade em compreender o diagnóstico da doença, sua gravidade, as alternativas de tratamento e possibilidade de recorrência, acabam ficando excessivamente preocupadas com a reincidênica da doença e isso pode afetar o seu juízo na escolha do melhor tratamento do tumor.

Casos de recorrência

Para a líder do estudo, a médica Nancy Janz, “o nível de preocupação com a volta da doença muitas vezes não é alinhado com o risco real de recorrência do câncer. Nós precisamos compreender melhor os fatores que aumentam a probabilidade de que as mulheres se preocupam e precisamos desenvolver estratégias e encaminhamentos adequados para ajudar as mulheres com excesso de preocupação”.

A possibilidade de recorrência da doença influencia na escolha do tratamento. Um quimioterápico pode ter uma resposta mais imediata, mas correr o risco de um índice de recorrência maior, por isso há uma necessidade de se passar claramente as informações para o paciente.

Mais preocupadas

As mulheres que apresentavam maior índice de preocupação segundo o estudo americano eram as pacientes com menor compreensão do idioma inglês. Isso obviamente dificultava o claro entendimento das informações passadas pelo profissional de saúde e demonstra como a informação é essencial para a tranquilidade das pacientes.

Quando buscar um geriatra

Com o aumento na expectativa de vida mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já prevê que por volta de 2025 existam mais idosos que crianças no planeta. Mas para poder desfrutar da terceira idade em toda a sua plenitude é preciso estar atento aos cuidados com a saúde. Um deles envolve planejar como se vai chegar lá, que assistência recorrer nessa época da vida, ou quando buscar ajuda especializada de um geriatra. No entanto, muitas pessoas ainda não sabem quando é o momento correto de procurar um profissional específico para essa faixa etária, que cuide do paciente de forma global.

De acordo com a geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Silvia Pereira, pode-se adotar o parâmetro da OMS que considera como idoso a pessoa com mais de 60 anos – e é o que afirma também o Estatuto do Idoso brasileiro. “Mas esse número serve apenas de orientação. O principal paciente que procura um geriatra é aquele que tem acúmulo de doenças e isso interfere no seu dia a dia. Pode inclusive ser alguém com 45 anos, mas que já teve AVC, pressão alta, diabetes”, afirma a geriatra.

Também há o paciente que busca o geriatra por prevenção, buscando aconselhamento sobre as doenças podem vir a acometer essa fase da vida, como diabetes, depressão, pressão alta, câncer de mama, infarto entre outras. “Para os pacientes que estão saudáveis, recomendamos fazer um check up ao ano. Já quem busca um geriatra e apresenta algum distúrbio de saúde, esse check up precisa ser mais constante”, afirma Silvia.

Papel do geriatra

Ao contrário dos especialistas, que estudam um determinado órgão ou parte do corpo, o geriatra conhece o corpo de uma forma geral e se dedica a estudar o envelhecimento: “O geriatra analisa o paciente em todo o seu conjunto, observa as doenças em relação ao indivíduo e seu processo de envelhecimento, trabalhando inclusive com equipes multidisciplinares, como terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e até arquitetos contratados para projetar um ambiente mais adequado para o paciente”, afirma Silvia.

Cuidados

Com o passar do tempo, os cuidados pessoais precisam ser redobrados. “Não basta apenas um exame de vista rotineiro para saber se o grau dos óculos aumentou, é preciso checar se não há alguma lesão ocular, fazer provas auditivas, andar com sapatos adequados e até sapatilhas quando for o caso”, afirma a presidente da SBGG. Aliás, cuidados com os pés e os calçados são fundamentais. Qualquer dor nos pés pode se tornar um incômodo, que leva a pessoa a não querer caminhar, não se movimentando, levando uma atrofia muscular “perigosíssima nessa idade”, complementa a médica.

Número de sobreviventes ao câncer quadriplica

Uma esperança para quem sofre da segunda doença que mais mata no mundo: o câncer. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, quadriplicou o número de sobreviventes ao câncer naquele país. As informações, divulgadas no começo de março de 2011, deram conta que em 2007, 11,7 milhões de pessoas sobreviveram a algum tipo de neoplasia. Em 1971, esse número era de apenas três milhões de pacientes, enquanto que em 2001 os sobreviventes totalizavam 9,8 milhões de pessoas.

O aumento da taxa de sobrevivência ao câncer se deve, sobretudo, aos avanços na detecção da doença. Isso se mostra pelos próprios dados publicados: do total de pacientes, 4,7 milhões haviam recebido seu diagnóstico há dez anos ou mais. Outro fator que contribui para esse incremento é a melhoria nos métodos de diagnóstico.

O diagnóstico precoce é um dos fatores que mais contribui para a cura do câncer atualmente. Quanto mais cedo for diagnosticada a neoplasia, maior a probabilidade de cura. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais da metade dos casos de câncer já tem cura.

De acordo com o relatório norte-americano, o câncer de mama foi a neoplasia com maior taxa de sobrevivência (22%), seguida por câncer de próstata (19%) e câncer colorretal (10%).

Uma nova chance

Para Glacira Oliveira Mesquita, psicóloga do Centro Oncológico de Recuperação e Apoio (Cora), um centro que há 24 anos atende pacientes, familiares e sobreviventes de câncer, aqueles que se curam de uma neoplasia acabam revendo seus conceitos. “Uma pessoa que tinha uma vida robotizada, sem tempo para nada, após superar uma doença como essa acaba revendo seus valores, tirando tempo para um café, por exemplo”, diz a psicóloga.

Mas as lembranças do que um paciente enfrentou residem na memória. “Nos primeiros anos após ter se curado da doença a pessoa ainda sente uma grande ansiedade ao fazer exames de rotina, é um momento complicado para elas. Por isso necessitam de grande apoio da família e por vezes psicológico”, afirma Glacira.

Prevenção

Quem supera a doença não esquece o que passou. Além da incerteza da cura, há todo o inconveniente do tratamento, que pode ser desde uma cirurgia a algo mais agressivo, como quimio ou radioterapia. De acordo com o Inca, 80% dos casos de câncer está relacionado ao ambiente em que vivemos – e onde estão os fatores de risco, especialmente aqueles ligados ao estilo e hábitos de vida. Daí a importância de adotar hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção ao câncer.