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Novo medicamento para combater câncer de próstata

Um medicamento comumente usado para infecções fúngicas das unhas e outros órgãos pode ser utilizado para o tratamento de câncer de próstata avançado. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, estão avaliando a possibilidade de usar a droga itraconazol como alternativa para o tratamento com quimioterápicos.

Atualmente, o tratamento de câncer de próstata em estágio avançado é feito com terapia hormonal e, quando não há uma resposta positiva para ela, inicia-se a quimioterapia, que é um método mais agressivo.

Porém, os pesquisadores da universidade americana, ao vasculharem um banco de dados com informações referentes a mais de três mil medicamentos, observaram que o itraconazol tinha a característica de bloquear o crescimento dos vasos sanguíneos que alimentavam o tumor, mostrando-se como alternativa à quimio.

Metodologia de estudo

Os estudiosos analisaram os efeitos do antifúngico em um grupo de pacientes portadores de câncer de próstata metástico – aquele que já se espalhou em outros órgãos. Foi aplicada uma dose diária de itraconazol, em quantidades distintas, no grupo de pacientes, e observou-se que apenas dois dos 17 pacientes (11,8% da amostra) que receberam baixas doses da droga apresentaram um PSA (antígeno que específico da próstata) estável ou em declínio.

Já entre os 24 que receberam altas doses da substância, 11 tiverem níveis de PSA estáveis ou reduzidos em 30% ou mais. Pacientes que não receberam itraconazol tiveram uma piora em seus níveis de PSA.

Alguns efeitos colaterais também foram observados, como aumento na taxa de potássio no sangue, hipertensão e retenção de líquidos. Mas esses efeitos foram minimizados com o uso de medicamentos para atenuar esses sintomas.

Outra importante descoberta feita pelo grupo de cientistas da Universidade Johns Hopkins foi a capacidade do medicamento de reduzir o nível de células tumorais circulantes presentes no sangue. Do grupo avaliado, 12 dos 14 homens que receberam altas doses de itraconazol apresentaram essa estatística. O próximo passo é realizar estudos em um grupo maior de homens para comprovar a eficácia da substância antes de tentar comercializá-la.

Oxímetro pode ajudar na detecção de doenças cardiovasculares durante o sono

O sono é o repouso da alma. E da saúde também. Além de recarregar as baterias do corpo, agora também é possível diagnosticar doenças enquanto se dorme. Pesquisadores suecos desenvolveram um método de detectar enfermidades cardiovasculares durante o sono. Através do oxímetro, um aparelho que mede a quantidade de oxigênio no sangue, é possível analisar uma série de componentes que avaliam a qualidade do sistema cardiovascular, e assim, dão indícios de se há algum motivo para se preocupar e fazer novos exames.

Ao contrário do nome, o oxímetro de pulso não é ligado ao pulso, mas sim ao dedo. Funciona como um grampo com sensores emissores de luz nas pontas. Através da medição do comprimento de onda e sua variação entre a oxiemoglobina e sua forma desoxigenada, o aparelho consegue detectar o oxigênio do sangue.

Pesquisa sueca

Para o estudo sueco os pesquisadores utilizaram uma versão modificada do oxímetro. Baseando-se na medição de cinco componentes do sinal que tradicionalmente é detectado pelo aparelho como a aceleração da frequência cardíaca, a dessaturação do oxigênio, o tempo de propagação do pulso, a atenuação da onda de pulso e as oscilações da pulsação relacionadas à respiração, os cientistas avaliaram o risco do paciente de sofrer uma doença cardiovascular.

O resultado da pesquisa feita com 148 pessoas mostrou que apenas 20% dos pacientes de alto risco não foram identificados com essa técnica, que tem a grande vantagem de ser não invasiva. Segundo os estudiosos, essa técnica possibilita uma identificação mais ágil e fácil dos pacientes com elevado risco de doença cardiovascular.

A técnica pode resultar na identificação mais rápida e mais fácil dos pacientes com risco elevado de doença cardiovascular, ou eventuais agravamentos de seu estado de saúde. Agora, equipe está em processo de novos estudos para o aparelho antes de poder comercializá-lo.

E. coli: Prevenindo-se com as mãos

Escherichia coli. O que até a alguns meses atrás poderia muito bem passar como nome de substância química, remédio ou até doença entre muita gente hoje é um nome bastante conhecido, capa de jornais e figura recente nos noticiários. Isso porque uma variante da bactéria Escherichia coli, ou E. coli, como também é chamada, foi responsável por causar mais de 40 mortes na Europa.

O caso chamou a atenção de todo o mundo pelos graves sintomas que essa bactéria causava. A E. coli, em realidade, é uma bactéria bastante comum, que pode ser encontrada nas fezes humanas e animais. Sua transmissão se dá por maus hábitos de higiene – não lavar bem as mãos ou os alimentos que são comidos crus.

No entanto, o surto europeu foi causado por uma cepa rara da E. coli, que destroi as hemácias e provoca insuficiência renal, causando o que os especialistas chamam de Síndrome Hemolítico- Urêmica. Nem todos os pacientes respondem com os mesmos sintomas graves da doença. Os especialistas ainda não sabem determinar ao certo porque alguns vão a óbito e outros sobrevivem à infecção.

Higiene é proteção

O que é certo é que o perigo de um surto mundial de E. coli não é tão provável. Embora países como Colômbia tenham emitido alerta a passageiros que desejam visitar Europa, a própria forma como a doença se transmite impede que haja um contágio mundial. Isso porque a transmissão se dá via oral, com ingestão de alimentos contaminados, secreções ou mãos contaminadas levadas à boca.

Por outro lado, como a bactéria entra no organismo pelo intestino, há um menor tempo de resposta imunológica para a infecção. As mortes ocorrem devido a complicações da doença e que pedem um serviço especializado, como hemodiálise para o caso da síndrome hemolítico-urêmica. E nem sempre os hospitais podem oferecer essa estrutura de urgência.

Pra quem vai viajar

No começo de junho, a Anvisa publicou uma nota orientativa sobre o surto de E. coli. Nela, a recomendação para quem vai viajar, em especial para a Alemanha, é de não consumir brotos crus e lavar bem as mãos. Aliás, lavar as mãos é uma ótima dica não apenas para prevenir a E. coli, mas uma série de outras doenças, em especial infecções intestinais.

Confira algumas outras dicas preventivas:

– Lave as mãos sempre: após ir ao banheiro, antes de comer e antes de cozinhar;

– Prefira alimentos cozidos aos crus;

– Se for comer alimentos crus, certifique-se que estão bem lavados;

– Procure evitar contato com criações de animais, como gado, porco ou ovelha.

Entidade sergipana firma parceria com o governo para combate ao câncer

O câncer, uma das principais causa de mortalidade em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, é uma enfermidade que preocupa não só a classe médica, mas também organizações da sociedade civil. Como é o caso da Legião Feminina de Educação e Combate ao Câncer (LFECC), de Sergipe, que conseguiu no começo de junho de 2011 uma parceria revolucionária com o governo local para a prevenção e combate ao câncer de mama e colo de útero.

A Legião, que é uma entidade filantrópica e atende mulheres carentes, orientando na prevenção e educação de temas relacionados ao câncer de colo de útero e de mama, buscou junto à Secretaria de Saúde do Estado de Sergipe um apoio para que possa seguir realizando seu trabalho, qual seja, de exames ambulatoriais e de mama, colposcopia, eletrocauterização e biópsia. O governo sinalizou positivamente, inclusive manifestando uma vontade de inserir a Legião em programas assistenciais já existentes.

Organizando para combater ao câncer

Além de exames, a LFECC também presta um serviço de orientação à população carente sobre os tumores de mama e colo de útero. Ela conta com uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, auxiliares de enfermagem, técnicos, assistentes sociais e outros profissionais.

Assim como a LFECC, outras instituições desenvolvem um trabalho de prevenção e educação sobre câncer em todo o Brasil, como as Redes Femininas de Combate ao Câncer, que também prestam serviço de apoio e conscientização a pacientes e familiares.

Essas entidades prestam um serviço primordial para a sociedade. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), grande parte dos casos de câncer está relacionada a fatores ambientais. Portanto, adotar hábitos de vida saudáveis e visitar um especialista com regularidade são bons conselhos para quem quer evitar um encontro com um oncologista no futuro.