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Diagnóstico tardio da Aids aumenta o índice de mortalidade do paciente

Embora os números relacionados à Aids no Brasil tenham, num panorama geral, se estabilizado nos últimos anos, um dado publicado em janeiro de 2011 pela Universidade de São Paulo (USP) ainda é preocupante. Segundo pesquisa conduzida pelo especialista, Alexandre Grangeiro, 40% da mortalidade de Aids está relacionada ao diagnóstico tardio da doença.

Ainda que os dados do Ministério da Saúde (MS) mostrem que a sobrevida de pacientes com Aids tenha dobrado nos últimos anos – saltou de quatro anos e nove meses em 1995 para nove anos em 2008, e que a epidemia siga estável no país, com uma média de 20 casos a cada 100 mil habitantes, com uma especial redução de casos entre crianças menores de cinco anos – a detecção tardia da enfermidade ainda é um fator que precisa ser combatido.

Diagnóstico de risco

De acordo com a pesquisa da USP, o perfil dos pacientes que recebem o diagnóstico tardio da doença é em sua maioria homens, com faixa etária acima de 40 anos, residente nas regiões Norte e Nordeste.

Contribuem para o diagnóstico tardio tanto a dificuldade em acesso a alguns serviços de saúde por parte da população, em especial pelo perfil traçado no estudo, e a consequente demora no retorno do exame e a resistência que a sociedade ainda tem em procurar ajuda médica pelo estigma que a doença ainda envolve, conforme afirma o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco.

Tarde demais

Traduzindo em números, uma pessoa que inicia tardiamente o tratamento tem 49 vezes mais chances de morrer do que alguém que inicia no tempo adequado. De acordo com a mecânica usada na pesquisa, é considerado tardio o diagnóstico do paciente que já apresenta um comprometimento do sistema imunológico, uma contagem das células CD4 inferior a 200 células/mm³ ou uma doença associada à Aids.

Por outro lado, o fim do diagnóstico tardio traria uma grande redução na mortalidade por Aids, equivalente à obtida com o início do uso dos remédios antiaids, como avalia o pesquisador responsável pelo estudo da USP, Alexandre Grangeiro. Com os antirretrovirais, a taxa de mortalidade pela doença foi reduzida em 43%. Se o diagnóstico tardio fosse superado, essa queda poderia chegar a 62,5%. “A identificação de pacientes poderia ter poupado a vida de 17 mil pessoas em quatro anos”.